Ver.
Amar,
trair,
chorar,
sorrir,
sofrer
E ouvir
E beijar
e foder,
e gozar,
gostar,
querer
E tocar,
tremer,
se arrepiar...
E duvidar
Ser,
deixar de ser...
Fazer tipo,
disfarçar
e perceber...
E em tudo fazer sentido.
Abraçar,
e ofegar,
e respirar...
Mentir,
descobrir,
se desconfortar
E sofrer
E chorar
E matar
E morrer...
Os sentidos.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Tudo o que é proibido
Os olhos se voltam para a chuva.
Um acorde em ré maior introduz na sala iluminada apenas pela lareira, uma música de quem não sabe o que faz.
E guia-se pelo sentimento, ignorando a clave de Sol,
que agora não determina mais suas intensões...
E a canção se torna o ar...
Um abraço...
e um beijo...
E nunca se viu algo tão intenso e proibido...
E tão distante...
Entre 20 e 30 anos...
Mas espera ser feliz...
Assim mesmo...
É cena de um filme...
Com trilha sonora
Em clave de dois...
E sobre seus pés,
segue-se a harmonia, a melodia e o ritmo...
E é tão intenso
que de lá se consegue contar as estrelas...
E está nublado...
E está chuvoso...
E a escala em 1/4
Ele está amando...
E quer...
E deseja...
E espera apenas ser feliz...
Espera...
Tudo o que é proibido...
(Ser feliz não é proibido...)
Um acorde em ré maior introduz na sala iluminada apenas pela lareira, uma música de quem não sabe o que faz.
E guia-se pelo sentimento, ignorando a clave de Sol,
que agora não determina mais suas intensões...
E a canção se torna o ar...
Um abraço...
e um beijo...
E nunca se viu algo tão intenso e proibido...
E tão distante...
Entre 20 e 30 anos...
Mas espera ser feliz...
Assim mesmo...
É cena de um filme...
Com trilha sonora
Em clave de dois...
E sobre seus pés,
segue-se a harmonia, a melodia e o ritmo...
E é tão intenso
que de lá se consegue contar as estrelas...
E está nublado...
E está chuvoso...
E a escala em 1/4
Ele está amando...
E quer...
E deseja...
E espera apenas ser feliz...
Espera...
Tudo o que é proibido...
(Ser feliz não é proibido...)
segunda-feira, 9 de março de 2009
Visitante
Uma visita inesperada...
Percebo que não sei o que fazer...
Olho para os lados,
busco uma resposta...
Sem sucesso, obviamente...
Então eu, conturbado,
Abro a porta...
E mal o faço e já vai entrando...
e vai falando...
E vem cumprimentando...
E, sem reação, apenas observo...
E vigio...
É uma invasão.
É um insulto.
É quase um desrespeito.
E não é uma opção.
Ele, ao terminar seu telefonema,
vai embora.
E se despede...
Minhas únicas palavras...
"Bata a porta quando sair".
Percebo que não sei o que fazer...
Olho para os lados,
busco uma resposta...
Sem sucesso, obviamente...
Então eu, conturbado,
Abro a porta...
E mal o faço e já vai entrando...
e vai falando...
E vem cumprimentando...
E, sem reação, apenas observo...
E vigio...
É uma invasão.
É um insulto.
É quase um desrespeito.
E não é uma opção.
Ele, ao terminar seu telefonema,
vai embora.
E se despede...
Minhas únicas palavras...
"Bata a porta quando sair".
Creme para as mãos
Tão só me sinto...
Sinto é falta...
O que é do brinco sem o par?
O que é da vida sem amar?
Não vale a pena...
De que vale o dinheiro?
De que valem as palavras óbvias
que diminuem os suburbanos?
De que vale um caro creme para as mãos
se este não me sustenta as amizades?
Se o que me faz ser a cada dia mais linda
me faz também ser cada vez mais só?
De que valem insultos que apenas servem
de escudo à possíveis aliados?
Improváveis irmãos,
cremes para as mãos...
Não pagam minhas contas,
não enxugam minhas lágrimas,
não me fazem amiga...
Apenas me deixam mais linda
e mais sozinha...
Sinto é falta...
O que é do brinco sem o par?
O que é da vida sem amar?
Não vale a pena...
De que vale o dinheiro?
De que valem as palavras óbvias
que diminuem os suburbanos?
De que vale um caro creme para as mãos
se este não me sustenta as amizades?
Se o que me faz ser a cada dia mais linda
me faz também ser cada vez mais só?
De que valem insultos que apenas servem
de escudo à possíveis aliados?
Improváveis irmãos,
cremes para as mãos...
Não pagam minhas contas,
não enxugam minhas lágrimas,
não me fazem amiga...
Apenas me deixam mais linda
e mais sozinha...
Cotidiano
Um menino...
Aquele, que pensava tanto em mudar o mundo...
Pensava em tornar boas pessoas más,
pessoas tristes em realizadas,
pessoas frias em apaixonadas...
E está, à beira do rio,
jogando pedras a quicar na superfície da água...
Brincando em seu pequeno mundo...
E desistiu de seus ideais...
Se tornou vítima do que pretendia mudar...
Do capitalismo,
do egoísmo,
da mesmice,
da realidade,
do cotidiano.
Aquele menino,
que pretendia fazer a diferença,
hoje é apenas mais um
a jogar pedras nas águas do rio...
Apenas um menino,
brincando em seu pequeno mundo...
Aquele, que pensava tanto em mudar o mundo...
Pensava em tornar boas pessoas más,
pessoas tristes em realizadas,
pessoas frias em apaixonadas...
E está, à beira do rio,
jogando pedras a quicar na superfície da água...
Brincando em seu pequeno mundo...
E desistiu de seus ideais...
Se tornou vítima do que pretendia mudar...
Do capitalismo,
do egoísmo,
da mesmice,
da realidade,
do cotidiano.
Aquele menino,
que pretendia fazer a diferença,
hoje é apenas mais um
a jogar pedras nas águas do rio...
Apenas um menino,
brincando em seu pequeno mundo...
domingo, 1 de março de 2009
O fim
Vamos...
Aqui estamos...
E já não estaremos mais...
Venha...
Como se não soubéssemos
que o fim de muitas coisas nos espera...
E que o fim não é o fim...
Vamos...
Me abrace forte...
E acredite,
não é o fim...
Segure minha mão...
Me beije...
E salte...
Suicídio...
Aqui estamos...
E já não estaremos mais...
Venha...
Como se não soubéssemos
que o fim de muitas coisas nos espera...
E que o fim não é o fim...
Vamos...
Me abrace forte...
E acredite,
não é o fim...
Segure minha mão...
Me beije...
E salte...
Suicídio...
O saber
Acho que não tenho...
Se tenho, não sei que tenho...
Não sei se sou...
o que sei que não sou...
Pra onde vou,
ou onde estou...
Não sei o que ponho...
Se ponho
ou se não ponho
não sei bem o que...
Não sei se sou triste,
se sou bonito,
se sou moreno...
Não sei se sou quem eu queria ser...
Eu choro...
Eu rio...
E então choro...
Não sei se amo...
Se falo...
Se ouço...
Se vejo...
Se sei...
Não sei...
Simplesmente não sei...
Se tenho, não sei que tenho...
Não sei se sou...
o que sei que não sou...
Pra onde vou,
ou onde estou...
Não sei o que ponho...
Se ponho
ou se não ponho
não sei bem o que...
Não sei se sou triste,
se sou bonito,
se sou moreno...
Não sei se sou quem eu queria ser...
Eu choro...
Eu rio...
E então choro...
Não sei se amo...
Se falo...
Se ouço...
Se vejo...
Se sei...
Não sei...
Simplesmente não sei...
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