À luz do vespertino,
o mais difícil é abrir os olhos...
Esperando pelos seus beijos
me acordando devagar
para mais um dia de trabalho...
Esperando para beijar e abraçar,
o amor da minha vida...
E ainda sem abrir os olhos,
dizer que eu te amo...
E sentir sua respiração,
bem perto do meu pescoço,
e ouvir sua voz,
quase que num sussuro,
me dizendo "bom dia"...
E abrir meus olhos,
a cada manhã,
e rever seu sorriso,
tão perto de mim...
Vendo o brilho dos seus olhos
ao me ver com você...
Me dizendo, de alguma forma,
que eu era a sua felicidade...
É como se eu tivesse acordado...
Mas não parasse de sonhar...
Hoje, ainda de olhos fechados,
Espero pelos seus beijos...
Mas sinto apenas o vazio do seu lado da cama...
E então percebo...
que já não tenho os seus beijos,
nem suas mãos em meus cabelos...
Não tenho o seu sorriso...
Nem sua voz ao meu ouvido...
E eu já não quero mais acordar...
Espero...
Até que você venha...
Mas você não vem...
À luz do vespertino,
o mais difícil é abrir os olhos...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
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