Estávamos lá...
Todos ao nosso redor,
mas éramos só eu e você...
Entre beijos e abraços,
você me fez o pedido...
- Quer namorar comigo?
Não fiquei surpreso...
Pelo contrário,
acho que nunca fiquei tão feliz em toda a minha vida...
Mas perguntei...
- Você se vê morando comigo,
casando-se comigo,
e sendo feliz?
e ele:
- Sim, e é o melhor pensamento que tenho...
- Então eu quero...
Nos abraçamos e nos beijamos...
Um beijo diferente de todos os outros...
Um beijo entre, agora, namorados...
Então, num abraço apertado,
ele me disse ao pé do ouvido...
- Eu te amo...
Aí eu me surpreendi...
Demorei alguns poucos segundos para absorver aquelas palavras...
Então, suspirei....
E respondi...
- "Tá..."
(Este final é resultado de enquete, realizada de 30/01/09 a 15/02/09)
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Verdade sobre as pessoas
Pessoas respiram...
Pessoas suam,
urinam,
salivam...
Pessoas sentem fome,
sentem sede...
Pessoas mentem,
enganam....
Se enganam...
Choram...
Riem...
Vivem...
Amam,
odeiam,
confundem...
As vezes são,
as vezes não...
Pessoas se vão...
E vão sem se despedir...
Pessoas suam,
urinam,
salivam...
Pessoas sentem fome,
sentem sede...
Pessoas mentem,
enganam....
Se enganam...
Choram...
Riem...
Vivem...
Amam,
odeiam,
confundem...
As vezes são,
as vezes não...
Pessoas se vão...
E vão sem se despedir...
Não sinto mais...
Sinto,
escrevo...
Escrevo,
porque sinto..
Escrevo,
logo,
sinto...
Sinto...
Não sinto mais...
Sinto cada vez menos...
E já não escrevo como antes...
Não escrevo tanto quanto antes...
Já não me vêm palavras,
pois não me vêm sentimentos...
Não me vêm sentidos...
Motivos...
Sentido...
...
Escrever perdeu o sentido...
...
Já não escrevo como antes...
Escrevo como agora...
Sem expressão,
sem sentido,
sem sentimento...
Escrevo,
para dizer que já não escrevo mais...
Sinto cada vez menos...
Escrevo cada vez menos...
Sentir...
Escrever...
Sinto muito,
Mas já não escrevo mais...
Hoje eu sinto mais nada...
escrevo...
Escrevo,
porque sinto..
Escrevo,
logo,
sinto...
Sinto...
Não sinto mais...
Sinto cada vez menos...
E já não escrevo como antes...
Não escrevo tanto quanto antes...
Já não me vêm palavras,
pois não me vêm sentimentos...
Não me vêm sentidos...
Motivos...
Sentido...
...
Escrever perdeu o sentido...
...
Já não escrevo como antes...
Escrevo como agora...
Sem expressão,
sem sentido,
sem sentimento...
Escrevo,
para dizer que já não escrevo mais...
Sinto cada vez menos...
Escrevo cada vez menos...
Sentir...
Escrever...
Sinto muito,
Mas já não escrevo mais...
Hoje eu sinto mais nada...
Noite
Estava tudo tão calmo...
Tão silencioso que se podia ouvir o uivo do vento...
Estava ali,
sozinho à beira da cachoeira,
quando você chegou...
Sentou-se ao meu lado
e ali ficamos...
Apenas sentindo a brisa da noite
arrepiar-nos pelas costas...
Você me pediu desculpas
por nunca ter dito "adeus"...
E eu disse que não havia problema,
já o tinha perdoado...
Concordo que é melhor mesmo dizer
a presupor que já o perdoei...
E mesmo já não sentindo mais o que antes sentia...
Mesmo te vendo agora de outra maneira...
Mesmo te estranhando e me perguntando
se seria você mesmo ali comigo...
Me senti bem...
Então,
entre um assunto e outro,
dormimos ao som da água caindo...
E já de manhã, precisamos ir embora...
Só me restou a esperança...
Por isso perguntei:
E então...
Você vai voltar?
Tão silencioso que se podia ouvir o uivo do vento...
Estava ali,
sozinho à beira da cachoeira,
quando você chegou...
Sentou-se ao meu lado
e ali ficamos...
Apenas sentindo a brisa da noite
arrepiar-nos pelas costas...
Você me pediu desculpas
por nunca ter dito "adeus"...
E eu disse que não havia problema,
já o tinha perdoado...
Concordo que é melhor mesmo dizer
a presupor que já o perdoei...
E mesmo já não sentindo mais o que antes sentia...
Mesmo te vendo agora de outra maneira...
Mesmo te estranhando e me perguntando
se seria você mesmo ali comigo...
Me senti bem...
Então,
entre um assunto e outro,
dormimos ao som da água caindo...
E já de manhã, precisamos ir embora...
Só me restou a esperança...
Por isso perguntei:
E então...
Você vai voltar?
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Selecione em preto e branco
Você sabe seguir regras?
Acho que você não entendeu...
Você não entendeu...
que pra você ler esse texto na íntegra,
você precisa saber seguir regras...
Você precisa selecionar...
Dizem que sou muito misterioso...
Mas pra entender o que eu escrevo,
Você precisa ler o que há entre as linhas...
Desvendar-me é fácil...
Então, desvende-me...
Entenda-me...
Leia...
O que você não consegue ver...
Está entre as linhas...
Só enxerga quem quer...
Só enxerga quem entende...
A individualidade...
As diferenças todas...
A criatividade de cada um...
E a maneira de cada um fazer sua arte...
Selecione...
Selecione...
Selecione...
Acho que você não entendeu...
Você não entendeu...
que pra você ler esse texto na íntegra,
você precisa saber seguir regras...
Você precisa selecionar...
Dizem que sou muito misterioso...
Mas pra entender o que eu escrevo,
Você precisa ler o que há entre as linhas...
Desvendar-me é fácil...
Então, desvende-me...
Entenda-me...
Leia...
O que você não consegue ver...
Está entre as linhas...
Só enxerga quem quer...
Só enxerga quem entende...
A individualidade...
As diferenças todas...
A criatividade de cada um...
E a maneira de cada um fazer sua arte...
Selecione...
Selecione...
Selecione...
Engano
Hoje achei uma carta.
Organizando meu armário,
Encontrei a maldita caixa...
Segundo a Pri, aquela caixa cheia de problemas insolúveis...
Aquele amontoado de problemas não, ou mal resolvidos...
E entre sacolas, parafusos e molas,
encontrei uma carta.
Não me lembrava dela...
Li.
Dizia que sou a melhor pessoa que já conheceu...
Que nunca irá me esquecer
e que irá me amar etetrnamente,
apesar de qualquer distância...
Dizia que sou o melhor namorado do mundo...
Dizia também que ela nunca tinha sentido por alguém
o que sentia por mim...
Que seu amor era infinito
e que era meu...
Todo meu...
Logo pensei em você...
Não lembrava mais dessa carta...
Fiquei feliz em saber,
ou achar,
que você pensava aquilo tudo de mim...
Olhei a data...
E ainda não te conhecia...
Queria que fosse,
mas não era você...
Hoje achei uma carta...
Mas não era sua...
Organizando meu armário,
Encontrei a maldita caixa...
Segundo a Pri, aquela caixa cheia de problemas insolúveis...
Aquele amontoado de problemas não, ou mal resolvidos...
E entre sacolas, parafusos e molas,
encontrei uma carta.
Não me lembrava dela...
Li.
Dizia que sou a melhor pessoa que já conheceu...
Que nunca irá me esquecer
e que irá me amar etetrnamente,
apesar de qualquer distância...
Dizia que sou o melhor namorado do mundo...
Dizia também que ela nunca tinha sentido por alguém
o que sentia por mim...
Que seu amor era infinito
e que era meu...
Todo meu...
Logo pensei em você...
Não lembrava mais dessa carta...
Fiquei feliz em saber,
ou achar,
que você pensava aquilo tudo de mim...
Olhei a data...
E ainda não te conhecia...
Queria que fosse,
mas não era você...
Hoje achei uma carta...
Mas não era sua...
domingo, 25 de janeiro de 2009
Selecione
Você deve estar achando que eu sou idiota,
porque escrevi este texto da mesma cor que o fundo da tela.
Mas parabéns,
se você está lendo este texto,
é porque você conseguiu entender a dica...
e selecionou...
e leu...
Talvez você tenha pensado um pouquinho...
Talvez você tenha logo pensado em selecionar o texto...
Idiota é você por pensar que eu sou idiota.
Viu como seu preconceito é inútil?
Muitas vezes, você é aquilo que você odeia.
Quer entender?
Siga a dica.
Entenda o mundo
e a individualidade
e a criatividade
e a maneira de cada um fazer a sua arte...
Selecione.
porque escrevi este texto da mesma cor que o fundo da tela.
Mas parabéns,
se você está lendo este texto,
é porque você conseguiu entender a dica...
e selecionou...
e leu...
Talvez você tenha pensado um pouquinho...
Talvez você tenha logo pensado em selecionar o texto...
Idiota é você por pensar que eu sou idiota.
Viu como seu preconceito é inútil?
Muitas vezes, você é aquilo que você odeia.
Quer entender?
Siga a dica.
Entenda o mundo
e a individualidade
e a criatividade
e a maneira de cada um fazer a sua arte...
Selecione.
Sozinho
Estou com ódio...
Não quero conversar...
Aliás, não quero conversar,
mas quero falar...
Quero desabafar...
Quero falar sozinho...
Não.
Quero gritar, espernear,
chorar...
Sozinho...
Sim,
por isso...
Sozinho...
Estou com ódio...
Estou sozinho...
E quero conversar...
Não quero conversar...
Aliás, não quero conversar,
mas quero falar...
Quero desabafar...
Quero falar sozinho...
Não.
Quero gritar, espernear,
chorar...
Sozinho...
Sim,
por isso...
Sozinho...
Estou com ódio...
Estou sozinho...
E quero conversar...
Traidor
Vejo o passado...
Me sinto tão idiota,
tão inocente e ingênuo...
Sinto-me enganado...
Vejo o quando cresci,
o quanto mudei,
e vejo também o quanto eu me tornei seco...
Vejo que desde que comecei a escrever,
tenho sofrido cada vez mais...
E me expressado cada vez menos...
E hoje tenho sido mais racional...
Hoje, leio meus textos antigos
e me sinto idiota
por ter sido tão emocional naquela época...
Hoje sou mais artista...
Sou mais racional...
Sou mais maduro...
Hoje mascaro mais meus sentimentos...
Escondo-os em um sorriso mentiroso aos amigos,
ou numa cara emburrada para os inúteis desconhecidos...
Hoje sou mais duro comigo mesmo e com os outros...
Hoje eu sofro mais...
E me expresso menos...
Hoje eu sou adulto...
Eu sou um traidor de mim mesmo...
Me sinto tão idiota,
tão inocente e ingênuo...
Sinto-me enganado...
Vejo o quando cresci,
o quanto mudei,
e vejo também o quanto eu me tornei seco...
Vejo que desde que comecei a escrever,
tenho sofrido cada vez mais...
E me expressado cada vez menos...
E hoje tenho sido mais racional...
Hoje, leio meus textos antigos
e me sinto idiota
por ter sido tão emocional naquela época...
Hoje sou mais artista...
Sou mais racional...
Sou mais maduro...
Hoje mascaro mais meus sentimentos...
Escondo-os em um sorriso mentiroso aos amigos,
ou numa cara emburrada para os inúteis desconhecidos...
Hoje sou mais duro comigo mesmo e com os outros...
Hoje eu sofro mais...
E me expresso menos...
Hoje eu sou adulto...
Eu sou um traidor de mim mesmo...
sábado, 24 de janeiro de 2009
Diferente
Tive...
Vi,
senti,
tive...
Mas não deixei que me invadisse...
Cercado pelas minhas próprias ilusões,
Limitado pelas decepções,
Deixei ser levado pelas suas mãos...
Mas não deixei que me invadisse...
Sempre atento aos sinais,
aos erros e defeitos...
Percebi cada diferença...
Desde a última vez que nos vimos...
Você mudou tanto...
Tão bonito,
tão interessante,
mas tão magro e doente...
Simples, como sempre...
Você sabe como eu gosto
desse seu jeito simples de ver as coisas...
E enquanto me beijava,
percebi que eu já sentia nada...
E que você se tornou desinteressante pra mim...
Você já não era mais
a pessoa por quem eu me apaixonei...
Eu percebi...
Que eu estava limitado pelas minhas decepções...
Eu estava limitado pelos seus erros e defeitos...
E não deixei que você me invadisse...
Eu queria tudo como antes...
Queria o você de antes...
O você perfeito...
Que eu conheci e amei...
Finalmente percebi
que não quero mais você...
Vi,
senti,
tive...
Mas não deixei que me invadisse...
Cercado pelas minhas próprias ilusões,
Limitado pelas decepções,
Deixei ser levado pelas suas mãos...
Mas não deixei que me invadisse...
Sempre atento aos sinais,
aos erros e defeitos...
Percebi cada diferença...
Desde a última vez que nos vimos...
Você mudou tanto...
Tão bonito,
tão interessante,
mas tão magro e doente...
Simples, como sempre...
Você sabe como eu gosto
desse seu jeito simples de ver as coisas...
E enquanto me beijava,
percebi que eu já sentia nada...
E que você se tornou desinteressante pra mim...
Você já não era mais
a pessoa por quem eu me apaixonei...
Eu percebi...
Que eu estava limitado pelas minhas decepções...
Eu estava limitado pelos seus erros e defeitos...
E não deixei que você me invadisse...
Eu queria tudo como antes...
Queria o você de antes...
O você perfeito...
Que eu conheci e amei...
Finalmente percebi
que não quero mais você...
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Minhas mãos
Estava em mim...
Estava entre as suas mãos,
Nos seus cabelos...
Estava diante dos seus olhos...
Estava na sua pele,
Estava tocando o seu corpo...
Estava em você e em mim...
Estava trêmula...
Estava suada...
Estava no sorriso que você apagou...
Enquanto eu te beijava...
Eu era o amor...
E deslizava...
E escorria...
E escapava por entre os seus dedos...
Mas você não sentiu...
Minhas mãos...
Estava entre as suas mãos,
Nos seus cabelos...
Estava diante dos seus olhos...
Estava na sua pele,
Estava tocando o seu corpo...
Estava em você e em mim...
Estava trêmula...
Estava suada...
Estava no sorriso que você apagou...
Enquanto eu te beijava...
Eu era o amor...
E deslizava...
E escorria...
E escapava por entre os seus dedos...
Mas você não sentiu...
Minhas mãos...
sábado, 10 de janeiro de 2009
Cinzas...
Era tudo madeira...
Lenha, pau,
gaveta, vassoura...
Era tudo gravetos...
E então são fogo,
É tudo fogo...
Queimando, iluminando
e esquentando esta fria madrugada...
Era tudo a fogueira...
E, no final,
já não somos os mesmos...
Quando o fogo apaga,
restam somente as cinzas...
E o que era pau,
graveto,
ou lenha,
Agora é fogo e depois é cinzas...
É tudo cinzas...
E, talvez,
quando você voltar,
eu já não seja o mesmo...
Talvez,
eu já seja cinzas...
Lenha, pau,
gaveta, vassoura...
Era tudo gravetos...
E então são fogo,
É tudo fogo...
Queimando, iluminando
e esquentando esta fria madrugada...
Era tudo a fogueira...
E, no final,
já não somos os mesmos...
Quando o fogo apaga,
restam somente as cinzas...
E o que era pau,
graveto,
ou lenha,
Agora é fogo e depois é cinzas...
É tudo cinzas...
E, talvez,
quando você voltar,
eu já não seja o mesmo...
Talvez,
eu já seja cinzas...
sábado, 3 de janeiro de 2009
Vital
Amar...
Não sei ao certo o que é...
Já não me importo mais com meu coração...
Deixo-o mofando umedecido das lembranças
que insistem em demorar a passar...
Mesmo que os dias passem depressa,
são dias de aflição,
porque não encontro o amor...
O coração...
tão importante e tão sensível...
Cerco-o com um amontoado de pedras,
para protegê-lo...
E não protejo a minha própria vida...
Na verdade, tenho medo...
Medo de adoecer...
ou de morrer sozinho...
ou, não sei ao certo...
Talvez, de me apaixonar e me decepcionar...
Novamente...
Por isso, protejo meu coração...
E não me apaixono mais...
Assim, jamais conhecerei o amor...
Então eu nunca saberei...
Isso é ser...
E estou sendo...
Vital...
Não sei ao certo o que é...
Já não me importo mais com meu coração...
Deixo-o mofando umedecido das lembranças
que insistem em demorar a passar...
Mesmo que os dias passem depressa,
são dias de aflição,
porque não encontro o amor...
O coração...
tão importante e tão sensível...
Cerco-o com um amontoado de pedras,
para protegê-lo...
E não protejo a minha própria vida...
Na verdade, tenho medo...
Medo de adoecer...
ou de morrer sozinho...
ou, não sei ao certo...
Talvez, de me apaixonar e me decepcionar...
Novamente...
Por isso, protejo meu coração...
E não me apaixono mais...
Assim, jamais conhecerei o amor...
Então eu nunca saberei...
Isso é ser...
E estou sendo...
Vital...
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